Nas palavras de Lima (2001:246), “A sociedade brasileira sempre se definiu como uma sociedade de mistura racial, mas sempre soube separar certos lugares sociais para negros e brancos”.
Depois dessa frase o que mais podemos falar? Sabemos que vivemos no mundo de preconceito e de racismo e, pelo jeito que as coisas andam a tendência é piorar. A raça, usada na zoologia, passou a se referir a humanos durante a renascença. Mas todos nós erramos quando falamos de raça, nos referindo historicamente a raça negra durante o Brasil colônia e que continua nos dias de hoje. Raça: derivado de racismo, racismo; mostras de hostilidade face a um grupo social ou étnico, que nada mais é que a convicção na idéia de que uma “raça” é melhor que outra e por isso se utiliza desse poder de superioridade para inferiorizar e desqualificar o outro.
O fato de não haver raças, não quer dizer que todos os seres humanos são iguais, se o fossem não era necessária a Constituição Federal de 1988 que determina: “Todos são iguais perante a lei”, isso quer dizer: não somos iguais, possuímos culturas, religiões, países e condições sociais diversas e por isso precisamos de uma legislação que garanta o mesmo tratamento à todos.
No entanto, o que diferencia negros, brancos, índios, japoneses, muçulmanos, judeus, mamelucos é a etnia, as diferenças são determinadas pela cultura e não pelo aspecto físico de cada povo e que sofrem preconceito em razão das suas crenças.