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Mayra Araújo





[sexta-feira, 10 de outubro de 2008]

RAÇA x ETNIA

Nas palavras de Lima (2001:246), “A sociedade brasileira sempre se definiu como uma sociedade de mistura racial, mas sempre soube separar certos lugares sociais para negros e brancos”.
Depois dessa frase o que mais podemos falar? Sabemos que vivemos no mundo de preconceito e de racismo e, pelo jeito que as coisas andam a tendência é piorar. A raça, usada na zoologia, passou a se referir a humanos durante a renascença. Mas todos nós erramos quando falamos de raça, nos referindo historicamente a raça negra durante o Brasil colônia e que continua nos dias de hoje. Raça: derivado de racismo, racismo; mostras de hostilidade face a um grupo social ou étnico, que nada mais é que a convicção na idéia de que uma “raça” é melhor que outra e por isso se utiliza desse poder de superioridade para inferiorizar e desqualificar o outro.

O fato de não haver raças, não quer dizer que todos os seres humanos são iguais, se o fossem não era necessária a Constituição Federal de 1988 que determina: “Todos são iguais perante a lei”, isso quer dizer: não somos iguais, possuímos culturas, religiões, países e condições sociais diversas e por isso precisamos de uma legislação que garanta o mesmo tratamento à todos.

No entanto, o que diferencia negros, brancos, índios, japoneses, muçulmanos, judeus, mamelucos é a etnia, as diferenças são determinadas pela cultura e não pelo aspecto físico de cada povo e que sofrem preconceito em razão das suas crenças.




José Lisboa Júnior

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[quinta-feira, 9 de outubro de 2008]

Conecte-se

Fios e fios se entrelaçam para formarem ligações nervosas e produzirem movimento a esse mundo cheio de inovações tecnológicas. Estamos cercados pelo conjunto de conhecimento que permite aplicação prática do próprio homem, por onde quer que você vá, por onde quer que você for, não tem jeito. A tecnologia se alastra por todos os campos e setores, desde os automobilísticos até ao imobiliário.

E o que falar da educação? Sim, a educação que abre portas para um excelente feedback, acerca do mercado de trabalho, foi o grande alvo do míssel digital. Ead, assim surge a sigla para uma nova, mas já velha amiga de todo o mundo. Pois, aqui no Brasil, a Ead surgiu em meados de 1904 com ensino por correspondência do Instituto Universal Brasileiro. Na segunda geração da Educação a Distância eis que surgem a rádio e a TV como facilitadoras desse processo, vieram assim os programas educacionais e as TVs educativas em meados dos anos 60.

Com a aceleração da tecnologia e a aprovação do público com a educação em novos moldes, aparece, então, o computador como outro instrumento para educar. TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação – advêm do mundo contemporâneo, da necessidade em aumentar a informação passada de indivíduo a indivíduo.

Conecte-se nesses fios que se ligarão ao seu sistema nervoso e irão fazer vocês se movimentarem para um mundo complexo, porém, criativo.



José Lisboa Júnior

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[sexta-feira, 3 de outubro de 2008]

Gênero breve de um modo de viver

Lá, do terceiro andar de um prédio intitulado de “mundo novo”, mas que de novo só o nome, porque nem o mundo e nem o prédio são tão modernos assim, escuta-se desde o mais puro baião ao mais carregado samba de gafieira de uma solitária festa, que tem como o único convidado ele mesmo, o desamparado 303. Essa pobre criatura não tem nome, é conhecido por algumas poucas pessoas pelo número da porta do seu prédio. Só anda a bordejar em uma dose e outra de álcool. Ele é pobre, mas pândego. Um boêmio baiano perdido nas noites incessantes de prazer do Rio de Janeiro.
É um indivíduo sem um conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa. É conhecido apenas pela seqüência de três números: 303. Esse amigo inominado carrega uma história de dor e alegria. Suas poucas piriguetes insaciáveis de puro amadorismo. Seu embaralhar de pernas, com suas caídas pelas portas de botecos. A saída da sua região árida do nordeste para o progresso ou podemos dizer regresso numa cidade grande.

Rio de Janeiro, cidade onde viveu a maior parte de sua vida o saudoso Machado de Assis. O escritor Paulo Barreto que viu na cidade maravilhosa o seu mundo. Ambos viram sua população crescer rápida e diversificadamente, alimentada por correntes migratórias nacionais e estrangeiras, e a modificar a face da cidade. Em uma dessas correntes se encontra o nosso amigo inominado.
Rio 40 graus, 303 está com 37 graus de febre. Prestes a cair em sono profundo e a se desvencilhar deste mundo para outro. Ele regressa em seus pensamentos e lembra-se da Bahia, terra onde nunca deveria ter saído, terra onde deveria ter ficado e dançado conforme a música. Hoje, ele se arrepende e reflete que a vida de boêmio é só para os cariocas e o Rio de Janeiro é terra que só Machado e João do Rio entendem mais do que qualquer carioca da gema. Hoje, lamenta-se por ter desistido da sua Bahia, de ter esquecido e abandonado o seu nome nas áridas terras. Não se recorda mais de nada, apenas de que era alguém e não sabia. Agora é um vagabundo. E tenta gritar deitado na rua de paralelepípedo como um último suspiro quase que inaudível: Bahia, que não me sai do pensamento.

José Lisboa Júnior
Estudante de jornalismo
Es



José Lisboa Júnior

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