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[segunda-feira, 12 de maio de 2008]

Força para a liberdade

Em 1950 os exércitos comunistas chineses entraram no Tibet, país religioso centrado na doutrina de Buda, para o caminho da paz e sem recursos materiais. Tem como seu principal líder o Dalai-Lama, que gasta oitenta porcento de sua vida para questões religiosas (meditando) e vinte porcento para questões do mundo.

Com a ocupação chinesa, devido à religião não tolerada pelos conceitos de Mao-Tse-Tung , o Tibet era considerado um país independente. Com a invasão, vários monges foram obrigados a pregar contra a sua religião, os soldados invadiam templos e usavam os livros sagrados budistas como colchões e até mesmo como papel higiênico. Destaca-se assim o etnocentrismo, “uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossas definições”.Segundo o autor Everardo Rocha.

Na matéria publicada pela Folha de São Paulo, de 2008, fica bem nítido o fato narrado “... interromperam a visita dos repórteres com protestos e choros, afirmando que as autoridades não lhes deixavam sair do templo”. O pensar na sua própria cultura, desfazer-se ou tentar mudar a cultura de outrem, é um fato egoísta dos chineses, em especial do julgamento maoismo, por impor a sua idéia no interior do Tibet. Segundo o antropólogo Everardo “O “outro” e a sua cultura da qual falamos na sociedade,são apenas representações,uma imagem distorcida que é manipulado como bem entendemos.” É assim que os chineses agem ainda sobre os religiosos tibetanos,como várias marionetes que podem ser manipuladas e fazer o que quiserem, e esses sempre obedecendo.

Atualmente o Dalai-Lama luta pelo reconhecimento do país como estado de paz e não-violência. Luta-se pelo respeito aos direitos humanos da população. Será que a China concentra-se essa antipatia à cultura tibetana pelo fato de ser a potência mundial e poder tudo? Que se lute para que o etnocentrismo não invada outros países e faça o mesmo, pois quem apóia essa aversão à cultura do “outro” aceita até mesmo que o seu próprio país seja ocupado por outrem.



José Lisboa Júnior

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